Quinta-feira, Março 12, 2009
O Guarda-Rios (Gailivro)
Estes, no dizer de Nodelman (1988) são livros que pretendem comunicar uma história " (...) through a series of many pictures combined with relatively slight text or no text at all (...)".
No livro, que agora estamos a dar-vos a conhecer, estas ilustrações saltam definitivamente para um plano superior, elas têm como objectivo pôr-nos em contacto com o inesperado, com a surpresa e com a ambiguidade, através das cores que nos aquecem, do desenho que salta a centralidade da página e se espalha pela borda da mesma e ainda pelo enquadramento que nos obriga a procurar sentidos, entre um desenho e outro.
O texto de Eugénio Roda apresenta-se despojado de todos os excessos verbais manifestando-se portanto contido nas palavras mas não profusão de ideas que manifesta sobre a criação do mundo e da vinha. As ilustrações de Cristina Valadas conseguem fazer passar o sentimento e a atmosfera dessa mesma revolta criação, feita de vermelhos, amarelos, laranjas e dos respectivas matizes e tons, que de uma maneira subtil, interagem quer com o desenho dos ramos da vinha a florir, quer com o texto onde " No princípio, tudo o que imaginamos verde...era vermelho. Terra de fogo queria ser azul(...)".
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Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...


1 comentários:
Muito interessante, essa perspectiva de ilustração de um livro, principalmente na fase pré-escolar, quando as cores e ilustrações tomam um lugar especial na compreensão, imaginação e sonho na vida das crianças. Eu costumo dizer, que quando lemos uma história, nós lemos as letras e as crianças as imagens :)
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